Estudo com marcas no DNA explica por que cães de grande porte vivem menos
Pesquisa publicada na revista Science revela aceleração da idade biológica no genoma canino
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Um estudo publicado na revista científica Science revelou que alterações na ativação e desativação de regiões do DNA fazem com que cães de grande porte tenham um envelhecimento biológico mais acelerado que o de animais de menor porte.
A descoberta esclarece um mistério histórico da biologia veterinária sobre a longevidade canina e abre portas para o desenvolvimento de intervenções terapêuticas capazes de retardar o desgaste celular, oferecendo mais qualidade de vida e tempo de convivência entre os animais de grande porte e seus tutores.
Conduzida por uma equipe liderada pelo biólogo Noah Snyder-Mackler, da Universidade do Estado do Arizona, nos Estados Unidos, a pesquisa analisou o padrão de metilação no genoma de quase 900 cães, entre animais de raça definida e sem raça definida. As amostras foram coletadas anualmente ao longo de até quatro anos consecutivos, período que equivale a quase metade do ciclo vital de cães grandalhões e a cerca de um quarto da expectativa média geral de vida da espécie, calculada em 12,7 anos.
Os pesquisadores concentram agora os trabalhos no detalhamento das regiões genéticas mais afetadas pelo processo para verificar se tratamentos farmacológicos ou ajustes na dieta poderão desacelerar essas marcas epigenéticas nos próximos anos.
Com informações de UOL e Folha.
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