Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
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EUA monitoram surto de peste na Rússia, enquanto fábricas da Sibéria adotam máscaras

Secretário de Estado norte-americano descarta alarme, mas medidas locais na região de Irkutsk incluem fechamento de hospitais e creches.

O governo dos Estados Unidos afirmou nesta segunda-feira (5) que está acompanhando de perto o suposto surto de peste pneumônica na região de Irkutsk, na Sibéria, após a morte de uma funcionária de um laboratório russo. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que o episódio exige atenção e cuidado, mas descartou a existência de motivos para alarme mundial imediato.

O caso ganhou relevância internacional pelos riscos envolvidos na manipulação de patógenos letais. Embora as autoridades norte-americanas adotem um tom tranquilizador, a realidade na Rússia tem gerado temor e alterado drasticamente a rotina de moradores da cidade de Shelekhov, onde a vítima de 28 anos faleceu na semana passada.

A cientista trabalhava no Instituto de Investigação Antipeste de Irkutsk e teria quebrado acidentalmente uma proveta com a bactéria da doença. Desde então, moradores locais relatam a presença de equipes com roupas de proteção pelas ruas, além da distribuição compulsória de máscaras em creches e jardins de infância.

As medidas de proteção também chegaram à indústria pesada, com a Fábrica de Alumínio de Irkutsk impondo o uso de máscaras para todos os funcionários. Pelo menos quatro hospitais da região foram fechados e colocados em quarentena preventiva de três semanas, mantendo cerca de 200 pessoas em isolamento sob rígida vigilância médica.

Com informações de Euronews, Observador (Portugal), UOL e Folha.

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