Ex-prefeita de Magé Núbia Cozzolino é sentenciada a quase 37 anos de prisão por fraudar processos
Acusada de chefiar grupo criminoso, ela retirava volumes do cartório e adulterava decisões, assinaturas e valores; advogados também receberam punições
A ex-prefeita de Magé (RJ) Núbia Cozzolino foi condenada em primeira instância a 36 anos, 11 meses e 10 dias de prisão. A nova sentença define que a ex-mandatária chefiou uma organização criminosa criada exclusivamente para adulterar e manipular processos de seu interesse que tramitavam fisicamente na Justiça local.
A investigação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) apontou que, entre 2017 e 2018, o grupo liderado por Cozzolino falsificou documentos de autos e subtraiu outros em dezenas de ações civis e de improbidade administrativa contra ela. Advogados retiravam os autos do cartório e suprimiam folhas vitais da ação. Para disfarçar o esquema, o grupo imprimia falsificações com papéis timbrados do Judiciário, carimbos alterados e assinaturas forjadas de promotores. Em apenas um processo, a falsificação reduziu o valor da causa estipulada em R$ 500 mil para R$ 100 mil.
Outras quatro pessoas, entre elas advogados ligados à ex-prefeita, também foram condenadas no processo, com penas individuais de até 29 anos de prisão. As penas devem ser cumpridas em regime inicial fechado, mas como o caso cabe recurso, todos os réus poderão tentar reverter a decisão em liberdade.
Apenas no mês de agosto, Núbia Cozzolino havia sido alvo de outras duas duras sentenças judiciais, que estipulavam penas somadas de 87 anos de detenção, devido a falsificações em processos de improbidade.
Com informações de Poder360 e G1.
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