Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Fã-clubes de artistas pop cedem perfis para campanha de Lula

Páginas dedicadas a cantoras como Beyoncé, Anitta e estrelas de K-pop estão publicando conteúdos do candidato petista no segundo turno.

Beyoncé
A cantora pop Beyoncé durante turnê mundial · Foto: Carsl / Wikimedia Commons (CC BY 4.0)

Páginas e gigantescas comunidades de fãs dedicadas a ídolos da música pop e do K-pop decidiram ceder o controle de seus perfis nas redes sociais para atuar como cabos eleitorais na campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os grupos organizados, também conhecidos como fandoms, têm usado sua estrutura de alcance e mobilização para disparar conteúdos e informações a favor do candidato petista nesta segunda etapa das eleições presidenciais.

A entrada em peso desses grupos virtuais no debate eleitoral adiciona um componente fortíssimo de engajamento digital, capaz de atingir milhões de eleitores mais jovens de forma rápida, orgânica e constante. Esses fã-clubes são mundialmente temidos e respeitados por sua capacidade de organizar mutirões eficientes para colocar certos assuntos no topo dos temas mais comentados da internet e vencer votações populares de prêmios musicais com folga.

No antigo Twitter (atual X), hashtags engajadas e criadas pelas bases de fãs, como a marca #ARMYSCOMLULA (uma referência direta ao fã-clube do grupo sul-coreano BTS) e a #BLINKSCOMLULA (ligada às cantoras do BLACKPINK), ganharam enorme destaque. A onda de apoio também englobou dezenas de páginas com centenas de milhares de seguidores administradas por admiradores ferrenhos de artistas como Beyoncé, Taylor Swift, Lady Gaga, Dua Lipa, Billie Eilish, Justin Bieber, Bad Bunny, The Weeknd e até da estrela brasileira Anitta.

A aliança inusitada do atual governo com esses fã-clubes vem sendo costurada aos poucos há alguns meses e não surgiu por acaso. Em agosto, representantes e líderes de várias dessas comunidades participaram presencialmente de uma cerimônia no Palácio do Planalto, onde o presidente Lula assinou medidas voltadas exclusivamente para a proteção de consumidores que frequentam grandes shows, estreitando laços que agora resultaram em suporte explícito na corrida das urnas contra Flávio Bolsonaro (PL).

A estratégia nas redes é uma tentativa de reverter o cenário do primeiro turno, quando Lula ficou com cerca de 2,2 milhões de votos a menos que o adversário.

Com informações de Google Notícias, Estado de Minas e Veja.

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