Falta de roaming em rodovias afeta aparelhos e pode travar expansão dos veículos autônomos
Associação de empresas de telecomunicações informou à agência reguladora que sinal dependente de apenas uma operadora corta a comunicação na estrada.
A ausência de acesso aberto de roaming nacional nas longas rodovias brasileiras afeta o desenvolvimento da internet das coisas (IoT) e ameaça impedir que os veículos do tipo autônomos consigam prosperar de verdade. A constatação faz parte de um conjunto de análises de empresas consultadas pela Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) e submetidas em setembro à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
O que causa o apagão tecnológico no tráfego de dados nas rotas comerciais não é necessariamente a absoluta falta de torres pelo caminho, e sim o sistema de assinatura. Em um ofício encaminhado à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), as companhias explicam que nenhuma rede móvel cobre as rodovias federais sozinha. Dessa forma, quando um caminhão que usa um rastreador da operadora "A" cruza uma área sem sinal dela, o aparelho desliga a conectividade, mesmo que por ali haja torres disponíveis ativas pelas concorrentes "B" ou "C".
Sem internet e impossibilitados de trocar instantaneamente de operadora por onde andam, os equipamentos móveis deixam de cumprir sua função primordial, o que atinge a logística nacional, impossibilita o rastreamento perene das frotas e prejudica os carros autodirigíveis, que precisam da comunicação imediata da internet móvel o tempo todo para calcular posições sem gerar acidentes no asfalto.
Hoje, as companhias acreditam que cerca de 70% de suas bases dependem do chamado roaming nacional para trafegar com dados perfeitamente de uma ponta à outra do Brasil, que dispõe atualmente de um mercado em franca ascensão. A TelComp avalia que as autoridades precisariam atuar para que a mudança livre de rede para os sensores em rodovias fosse estimulada por meio de parcerias e leis.
Com informações de UOL e Folha.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise