Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Brasil

Famílias incentivam escolhas de brinquedos sem divisão por gênero na infância

Relatório do Unicef destaca que separar brincadeiras por sexo limita a convivência e a expressão emocional

Pais e mães têm adotado a prática de oferecer brinquedos e atividades sem rótulos de gênero para ampliar as experiências e a criatividade das crianças durante a primeira infância.

A iniciativa ganha relevância diante de estudos sobre desenvolvimento infantil que apontam que a divisão rígida entre itens de meninos e meninas limita o aprendizado e restringe a convivência social. De acordo com o relatório "Gênero e violência: prevenção e resposta", elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), as expectativas sociais começam a moldar o comportamento dos pequenos desde os primeiros anos de vida.

O documento do órgão internacional indica que meninas costumam ser estimuladas a demonstrar atenção às necessidades alheias por meio de bonecas e brincadeiras de casinha. Em contrapartida, garotos tendem a receber mensagens que desestimulam o choro e a demonstração de medo, priorizando brincadeiras de ação, carrinhos e disputas que valorizam a força física e a agressividade.

Para romper esses padrões naturalizados, especialistas recomendam que os responsáveis acolham os interesses das crianças e ofereçam referências diversas. Um dos caminhos propostos envolve questionar eventuais preconceitos e permitir que meninos e meninas explorem livremente danças, esportes e brinquedos de diferentes cores e formatos.

Com informações de UOL e Folha.

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