Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Economia

Fim de bets irregulares pode devolver até R$ 40 bilhões por ano ao orçamento das famílias

Mercado financeiro estima que dinheiro antes perdido em apostas virtuais deve ser redirecionado para consumo e pagamento de dívidas.

A proibição das plataformas de apostas online não autorizadas, determinada pelo governo federal no final de setembro, pode liberar cerca de R$ 40 bilhões por ano no orçamento das famílias brasileiras. O cálculo leva em conta a estimativa do valor que as empresas do setor faturavam sobre os usuários, representando na prática o montante em dinheiro que os apostadores perdiam anualmente nos sites e aplicativos.

O redirecionamento desse fluxo financeiro é acompanhado com otimismo pelo mercado e por setores produtivos. A expectativa de especialistas é de que, com o acesso bloqueado a dezenas de marcas de apostas, as famílias voltem a destinar sua renda para compras no comércio tradicional, para a formação de poupança ou para quitar dívidas acumuladas em casa.

A projeção se baseia em relatórios oficiais da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, que apontaram que as companhias obtiveram uma receita bruta de R$ 20,2 bilhões apenas nos seis primeiros meses do ano. De acordo com o levantamento da pasta, as perdas diárias das famílias giravam em torno de R$ 110 milhões, com homens na faixa dos 31 aos 40 anos configurando a maior parte do público apostador em prejuízo.

No entanto, a economia final dos apostadores brasileiros dependerá da eficácia dos bloqueios, uma vez que a estimativa não considera que uma parcela dos usuários pode tentar migrar para servidores clandestinos hospedados no exterior. As casas de apostas autorizadas que continuam a operar no país passaram a se submeter a novas regras de transparência, publicidade e recolhimento de impostos ao governo federal.

Com informações de UOL e Folha.

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