Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Política

Flávio Bolsonaro rebate críticas sobre fim da escala 6x1 e defende negociação

O senador acusou grupo de Lula de fomentar pauta de conveniência de olho nos eleitores após projeto chegar ao plenário da Casa

Flávio Bolsonaro
O senador e candidato Flávio Bolsonaro · Foto: Andressa Anholete/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) apontou as pressões dos opositores sobre a redução da jornada de trabalho 6x1 (seis dias úteis e um de folga) como um comportamento oportunista visando lucros políticos. O posicionamento veio em resposta às provocações do adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que cobrou a definição da bancada da direita a respeito das mudanças laborais.

O embate nas diretrizes de emprego solidifica o abismo de planejamento que as duas candidaturas levam ao segundo turno do pleito, que se encaminha para ser polarizado nas garantias legislativas. A discussão abrange diretamente o planejamento semanal das classes mais impactadas pela rotina do mercado de trabalho.

Flávio justificou sua diretriz de gestão baseada na ideia de liberdade mútua, sustentando a premissa de que o debate entre patrões e trabalhadores deve sobressair aos limites das imposições trabalhistas. O plano de governo da coligação defende explicitamente as modalidades contratuais flexíveis com as adaptações que caberiam de melhor forma na rotina produtiva de diferentes grupos.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que instaura as 40 horas laborais em um padrão máximo aterrissou oficialmente no plenário do Senado. O presidente do legislativo, Davi Alcolumbre, adiantou contudo que o texto respeitará as rituais da rotina da comissão, desarmando as pressões imediatistas do lado do atual governo.

Com informações de La Nación (Argentina), Infobae e UOL.

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