Domingo, 04 de outubro de 2026
Ciência

Fóssil de dinossauro na China revela que o voo evoluiu mais de uma vez

Esqueleto de 120 milhões de anos prova que capacidade de voar não foi exclusiva dos ancestrais diretos das aves

A descoberta do fóssil de um dinossauro emplumado de 120 milhões de anos na China comprova que o desenvolvimento das asas e da capacidade alada não foi uma proeza exclusiva da família ancestral das aves de hoje. A anatomia da nova espécie asiática, batizada de *Norellraptor barsboldi*, indica que outras linhagens de dinossauros distantes também começaram a voar de forma independente.

O fenômeno é classificado pelos cientistas como uma evolução convergente, que ocorre quando grupos separados de seres vivos desenvolvem ferramentas biológicas semelhantes para superar o mesmo obstáculo imposto pela natureza. Mesmo tendo se distanciado geneticamente das aves ao longo da história, o dinossauro adquiriu plumagem estruturada para planar ou alçar voo pelas copas das selvas da época.

O esqueleto quase completo do animal de 60 centímetros de comprimento estava em rochas bem preservadas da província de Liaoning. O registro paleolítico raro foi recém-descrito na conceituada revista científica Nature Communications, em um estudo coordenado por pesquisadores da China e da Itália que reforça a complexidade dos múltiplos experimentos evolutivos terrestres antes da grande extinção.

Com informações de UOL e Folha.

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