França avalia estado de emergência e compensará 3 mil comércios atacados
Primeiro-ministro Sébastien Lecornu anunciou medidas econômicas para estabelecimentos atingidos por distúrbios e reforço policial imediato
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O primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, afirmou nesta segunda-feira (19) que o governo não descarta decretar estado de emergência no país caso os toques de recolher parciais não sejam suficientes para conter a violência nas ruas.
A medida permite ao governo federal restringir liberdades de circulação e ampliar poderes policiais em escala nacional. Para conter prejuízos imediatos, Lecornu anunciou que cerca de 3 mil estabelecimentos comerciais afetados por saques e depredações terão acesso, a partir desta terça-feira (20), a um programa estatal de redução de jornada de trabalho com compensação salarial direta pelo poder público, com o objetivo de preservar os empregos.
Ao defender as forças de segurança, o premiê atribuiu os atos de vandalismo a delinquentes e agrupamentos de extrema-esquerda focados em desestabilizar o país até as eleições presidenciais. Ele assegurou que as unidades policiais agiram de forma correta e prometeu uma resposta judicial rigorosa contra os responsáveis pelos crimes.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, declarou que ações ostensivas entram em vigor já na noite desta segunda-feira em áreas sensíveis para coibir novos distúrbios. O governo francês prevê publicar ainda hoje o mapa detalhado dos municípios que adotarão o recolhimento obrigatório.
Com informações de RFI Brasil, UOL e Terra.
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