França enfrenta onda de danos e prisões após atos contra austeridade
Distúrbios deixaram mais de dois mil detidos e centenas de policiais feridos no fim de semana
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O governo da França e as forças de segurança iniciaram esta segunda-feira (19) mobilizados para conter os desdobramentos de manifestações contra o custo de vida que culminaram em motins violentos, incêndios e prisões em massa em cidades como Paris, Marselha e Lyon.
Os distúrbios ampliam o desgaste sobre a presidência de Emmanuel Macron ao causarem prejuízos calculados em centenas de milhões de euros por entidades do comércio e exporem divergências públicas sobre a preparação policial para eventos de grande porte.
O volume de detenções apresenta divergência entre as fontes oficiais: a rede Euronews reportou cerca de 2.000 prisões, enquanto o Ministério da Justiça francês contabilizou 2.331 pessoas detidas, com 70% de adultos e dezenas de detidos mantidos em regime preventivo. Ao menos 500 agentes das forças policiais e bombeiros sofreram ferimentos durante a repressão aos tumultos.
Os atos convocados no sábado tinham objetivo pacífico de reivindicar recursos adicionais para reformas escolares e proteção diante da carestia econômica. Grupos encapuzados, no entanto, infiltraram-se nos cortejos, vandalizaram vitrines, montaram barricadas em chamas e agrediram profissionais da imprensa que cobriam a movimentação na capital.
Em discurso à nação, Emmanuel Macron manifestou indignação diante do ocorrido e apelou à serenidade dos cidadãos, ao mesmo tempo em que o ministro do Interior, Laurent Nuñez, apresentou renúncia rejeitada pelo Palácio do Eliseu. Tribunais franceses começaram a realizar audiências sumárias nesta segunda-feira para julgar os acusados detidos em flagrante.
Com informações de Euronews, RFI Brasil, UOL e Terra.
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