Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Ciência

Fumo passivo nos primeiros dias de vida afeta composição de esmalte dos dentes

Estudo de universidade brasileira em modelo animal sugere que estrutura dentária funciona como um livro de registros de contaminações ocultas

Detalhes de esmalte dentário
Representação fotográfica com esmalte de dentes · Foto: Agência FAPESP (CC BY)

A exposição involuntária à fumaça de cigarro logo após o nascimento tem a capacidade de degradar e desregular a mineralização primária do esmalte dentário sem que ocorram desgastes visíveis a olho nu. Essa é a conclusão de um estudo baseado em modelos de cobaias animais efetuado pela Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, vinculada à Universidade de São Paulo (USP), e validado nos meios de divulgação de ciência na última publicação de maio da revista Calcified Tissue International.

A investigação se estrutura em torno das premissas de uma ampla teoria conhecida entre cientistas pela sigla internacional DOHaD. O eixo de raciocínio da hipótese estuda como agressões e falhas de suporte ao corpo na idade embrionária ou nas primeiras experiências de vida, a exemplo da inserção sistemática de fumaça de tabaco no ambiente respirável, atuam como sementes deflagradoras de disfunções e debilidades crônicas para a futura idade adulta.

No desenrolar da publicação chancelada pela Fundação de Amparo à Pesquisa (FAPESP), a área dentária atua no corpo afetado como um excelente testemunho silencioso de toxinas. Diferentemente da malha dos ossos flexíveis e articulações humanas, que renovam suas células com os passar dos meses, o esmalte das arcadas congela seus contornos biológicos desde a infância formativa, providenciando o que os orientadores do estudo interpretam como um histórico não apagável das privações na saúde infantil.

Com informações de Google Notícias, Agência FAPESP e Estado de Minas.

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