Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Governo de Portugal quer acelerar despejos em meio a preços recordes

Aluguéis sobem quase 8% em três meses, agravando a crise habitacional lusitana

Governo de Portugal quer acelerar despejos em meio a preços recordes
Foto: Diego Delso / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A forte e persistente crise habitacional que afeta a Europa fez o governo de Portugal sinalizar o endurecimento nas leis contratuais. Enquanto os valores das moradias batem sucessivos recordes em Lisboa e nos municípios ao seu redor, as propostas encaminhadas procuram dar celeridade a processos de despejo por falta de pagamento e flexibilizar o encerramento de acordos vigentes.

Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística comprovam o peso dos tetos lusitanos no bolso das famílias. O valor do metro quadrado subiu 7,5% apenas nos primeiros três meses de 2026, atingindo o patamar de 10 euros mensais (R$ 60). Cerca de 35 mil novos contratos foram redigidos, mas o disparo dos preços e o forte impacto de imigrações continuam pautando a tensão na economia do país.

As propostas estatais são motivo de forte embate na capital. Enquanto representantes do setor de Habitação dizem que as novas regras darão confiança aos proprietários de imóveis e destravarão as casas paradas, a oposição tem bloqueado projetos, temendo o crescimento exponencial de famílias expostas ao desalojamento forçado na rua. Uma dinâmica muito semelhante é enfrentada também pela vizinha Espanha, sob forte protesto popular em cidades como Madri.

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