Sábado, 10 de outubro de 2026
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Economia

Guerra encarece combustível e aéreas preveem crise rigorosa para o fim do ano

Empresas do setor amargam lucros menores e reduzem a oferta de voos no Hemisfério Norte para evitar falências.

Um coro de executivos alertou, nesta semana, que o setor da aviação comercial atravessará um dos piores semestres de sua história com a iminência do inverno no Hemisfério Norte, devido aos preços recordes alcançados pelos combustíveis diante das desavenças geopolíticas constantes ligadas aos conflitos no Irã e no restante do Oriente Médio.

O estrangulamento da margem de lucro afeta de modo letal um mercado muito pautado pela estabilidade nos custos logísticos, significando um esvaziamento brutal de operações em aeroportos para os próximos meses de frio severo. Sem o corte expressivo, as viagens não conseguirão ser custeadas sem perdas diárias, gerando reflexos caros no preço de passagens aos viajantes ao redor do globo.

De acordo com depoimentos emitidos pela cúpula das direções e por porta-vozes aéreos, companhias tradicionais na área como a alemã Lufthansa e a gigante regional easyJet já anunciaram congelamentos agressivos na prestação de viagens ao consumidor e redução maciça na capacidade da rotina operacional visando evitar a descapitalização, a insolvência temporária ou a interrupção completa e desastrosa das operações em um cenário internacional sombrio. Parte da crise envolve ainda a devolução e o atraso forçados em acordos e pagamentos bilionários na modalidade de arrendamento para frotas já empregadas na malha de locomoção.

As perdas ganham dimensões dramáticas ao redor do Hemisfério Norte. Durante seus dados divulgados, a Delta Air Lines, considerada entre as colossais corporações dos ares nos Estados Unidos da América, reviu o cálculo total de lucro anual após quantificar que os valores da inflação energética vão representar um desfalque indesejado equivalente a espantosos R$ 30 bilhões a mais em suas contas bancárias antes do ano findar. Já o líder máximo da principal rival de baixo custo do continente europeu, Michael O'Leary da Ryanair, declarou de modo pragmático o desespero geral da ala patronal diante das demissões forçadas e repasses. A conjuntura turbulenta é enxergada sob a marca de desastres anteriores, reacendendo as memórias pavorosas acerca das bancarrotas das malhas, incluindo os rastros abertos pela quebra fatídica recente da americana Spirit Airlines em circunstâncias semelhantes de retração brutal de demanda.

Com informações de UOL e Folha.

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