Hábito de contar histórias impulsionou cooperação entre humanos, apontam pesquisas
Pinturas rupestres milenares e estudos com povos tradicionais indicam papel da imaginação na coesão social
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O ato de elaborar e transmitir histórias teve papel crucial para expandir a cooperação entre seres humanos desde os primórdios da espécie, segundo análises de especialistas em antropologia e arqueologia.
A troca contínua de narrativas possibilitou difundir valores comunitários e construir relações de confiança mútua entre indivíduos que não compartilhavam laços de parentesco direto.
O registro narrativo mais antigo já identificado é um painel de pintura rupestre com mais de 51,2 mil anos encontrado em uma caverna da ilha de Sulawesi, na Indonésia, retratando figuras humanas interagindo com animais. O efeito agregador das narrativas também foi evidenciado em estudo publicado na revista Nature sobre os Agta, povo caçador-coletor das Filipinas, no qual contadores de histórias ajudavam a assegurar o cumprimento de regras sociais.
Novos levantamentos em sítios arqueológicos pretendem mapear como o desenvolvimento da linguagem simbólica moldou a cognição e a convivência em sociedade.
Com informações de UOL e Folha.
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