Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
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Idosa despejada na Espanha poderá voltar para casa após forte pressão popular

Maricarmen Abascal, de 87 anos, aceita acordo com fundo imobiliário para pagar valor semelhante ao do contrato original

Idosa despejada na Espanha poderá voltar para casa após forte pressão popular
Foto: Carlos Delgado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A história de Maricarmen Abascal, de 87 anos, teve um desfecho positivo após intensa mobilização social na Espanha. A idosa, que foi despejada em 23 de setembro do apartamento em que viveu por mais de 70 anos em Madri, poderá retornar à sua residência. A advogada Beatriz Duro anunciou que Maricarmen aceitou uma proposta do fundo UrbaGestión, proprietário do imóvel.

O acordo estabelece que a idosa pagará um aluguel equivalente a 30% de sua aposentadoria durante os próximos oito anos, valor em torno de 500 euros mensais. Esse montante é próximo ao que ela já desembolsava antes de a empresa de investimentos adquirir o prédio e tentar elevar a cobrança para 2.650 euros. Maricarmen, que tem problemas de mobilidade e precisou ser hospitalizada após o despejo, retornará ao apartamento assim que receber alta.

O caso tornou-se um símbolo da crise habitacional na Europa e gerou indignação nacional, culminando em acampamentos na famosa praça Porta do Sol e manifestações em massa. A advogada da idosa atribuiu a resolução do conflito à pressão popular e criticou a postura anterior da UrbaGestión, que se recusava a negociar.

Em resposta à crise escancarada pelo episódio, o governo espanhol aprovou novas medidas para o setor habitacional. Entre as ações previstas estão a proibição de despejos até 2030 e regras mais rígidas para aluguéis de curta duração. As propostas agora aguardam aprovação no Congresso.

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