Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Ciência

Incêndios florestais ameaçam pinturas rupestres mais antigas do mundo na Indonésia

Fumaça e calor extremo aceleram a deterioração de registros milenares em cavernas de calcário na ilha de Sulawesi

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As pinturas rupestres mais antigas conhecidas no planeta, situadas em cavernas da ilha de Sulawesi, na Indonésia, estão ameaçadas pelo avanço da pior temporada de queimadas florestais no país desde 2015, informaram pesquisadores nesta sexta-feira (23).

A fumaça tóxica e a elevação brusca de temperatura aceleram a descamação do calcário e a deterioração química dos pigmentos minerais aplicados há dezenas de milhares de anos. A estiagem foi agravada pela influência do fenômeno climático El Niño, que reduziu o volume de chuvas e deixou florestas tropicais e áreas de turfeira vulneráveis à propagação descontrolada do fogo.

Na região de Maros-Pangkep, em Sulawesi do Sul, uma pintura de ao menos 51.200 anos identificada por cientistas da Universidade Griffith, da Austrália, mostrando figuras humanas interagindo com um javali selvagem, teve focos de queimada a apenas 800 metros da entrada da caverna. Em outra formação rochosa na ilha vizinha de Muna, moldes de mãos avermelhadas em estêncil foram datados em mais de 67.800 anos de antiguidade.

Brigadistas trabalham para conter as chamas que cercam o parque nacional reconhecido como Geoparque Mundial pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). As autoridades indonésias monitoram a estabilidade das paredes rochosas e realizam barreiras cortafogo no entorno das principais cavernas arqueológicas.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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