Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Brasil

Indígenas do Baixo Tapajós criam brigadas contra incêndios e efeitos do El Niño

Comunidades do Pará organizam prevenção e segurança alimentar após queimadas severas em ciclos climáticos anteriores

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Anomalias de temperatura do El Niño
Visualização por satélite das anomalias de temperatura do Oceano Pacífico · Foto: NASA Earth Observatory/Lauren Dauphin / Wikimedia Commons (Domínio público)

Povos indígenas da região do Baixo Tapajós, em Santarém e municípios vizinhos no oeste do Pará, colocaram em operação brigadas de combate a incêndios e ações de segurança alimentar para enfrentar a estiagem decorrente do fenômeno El Niño neste mês de outubro.

A preparação antecipada busca impedir a repetição de tragédias ecológicas que no passado destruíram aldeias inteiras na Amazônia. Na comunidade Muruary, lideranças recordam que a seca severa ocorrida na virada de 2015 para 2016 devastou habitações, secou totalmente o leito de igarapés usados para abastecimento comunitário e destruiu plantações de subsistência e casas de farinha.

Para resguardar os territórios tradicionais, brigadistas da comunidade formaram a Brigada Guardiões Kumaruara em conjunto com a Rede de Brigadas do Baixo Tapajós. Na segunda semana de outubro, as equipes voluntárias atuaram na contenção de chamas em áreas periféricas para impedir que as labaredas adentrassem a Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns, unidade de conservação adjacente às terras indígenas.

Em paralelo, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) montou um plano de adaptação para eventos climáticos severos após os impactos registrados no biênio de 2023 e 2024. As equipes atuam agora no monitoramento de focos de calor, na preservação de estoques de mantimentos e na abertura de aceiros para proteger os limites das aldeias.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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