Indústria aponta que taxa de juros elevada é a principal barreira para aprovar crédito
Pesquisa divulgada pela CNI evidencia que mais de 70% das companhias esbarram no alto custo gerado pelos encargos bancários ao tentarem pedir empréstimos no Brasil.
A imposição de altas taxas de juros no país permanece dominando o primeiro lugar no ranking dos obstáculos que seguram os grandes empresários do setor industrial brasileiro durante o acesso ao crédito corporativo. Essa é a conclusão principal da pesquisa divulgada nesta sexta-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que ouviu minuciosamente os gestores que comandam cerca de 1.701 diferentes empresas de pequeno, médio e grande porte, avaliando o período econômico de fevereiro e julho deste ano.
Quando pegar empréstimos e expandir as plantas bancárias fica mais oneroso e sufocante, as lideranças industriais recuam fortemente na decisão de inovar a infraestrutura e paralisam a modernização no galpão produtivo. Sem esse investimento, o empresariado reduz as contratações e amarra as possibilidades do Brasil competir lá fora e fabricar bens essenciais internamente, refletindo na oferta de salários à população.
Entre os executivos que precisaram aprovar capital rápido para prazos mais curtos, 76% elegeram diretamente as amarras dos altos juros como sendo as vilãs do avanço da indústria local, seguidos por 69% no segmento de pagamentos mais arrastados (acima de cinco anos de quitação). As exigências gigantescas por bens materiais como garantia real e a papelada excessiva das burocracias nas agências preencheram o segundo e o terceiro degraus dessa parede de problemas para o livre desenvolvimento setorial, mesmo com a confederação constatando levíssima redução temporal nesses entraves perante as coletas feitas na mesma época de 2025.
Com informações de Metrópoles e Agência Brasil.
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