Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Economia

Inflação na zona do euro sobe para 3,8% e amplia pressão sobre BCE

Custo de energia internacional motivado pelo choque no Irã faz índices de Alemanha, França e Itália saltarem muito acima do esperado.

Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu
Foto: Daniel Novakovič / STA / Wikimedia Commons (Public domain)

A inflação entre os países da zona do euro engatou uma escalada inesperada, subindo para a taxa de 3,8% ao ano no fechamento de setembro. A elevação, o maior pico alcançado na região no intervalo dos últimos três anos, rompeu significativamente a projeção de 3,6% esperada pelos especialistas financeiros mundiais.

O forte encarecimento do custo de vida europeu possui uma raiz clara: os preços da energia. Em razão das dinâmicas do mercado energético atingidas frontalmente pelos recentes embates armados envolvendo o Irã, itens como gás natural, diesel e gasolina dispararam em dominó, e respondem por perto de metade desse forte índice inflacionário continental.

Entre os pesos pesados do grupo, os dados chamam atenção. Na França, o indicador subiu de 2,6% em agosto para 3,4%. Na Itália, o abalo foi de 3,2% para 4,1%. Já na Alemanha, um ligeiro avanço encostou os níveis em 3,3%. Com os países acima da meta de 2%, analistas antecipam enorme pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE) por novos aumentos nas taxas de juros nos próximos meses.

Com informações de InfoMoney, Euronews e Terra.

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