Integrantes do Movimento Armilar Lusitano irão a julgamento por terrorismo em Portugal
Grupo nacionalista e anti-imigração é acusado de criar núcleo para milícia e preparar armas em impressoras 3D
A Justiça portuguesa determinou nesta quinta-feira (1º) que os nove arguidos do processo envolvendo o Movimento Armilar Lusitano (MAL) vão responder por crimes de terrorismo e atuação neonazi. A decisão do Tribunal Central de Instrução Criminal manteve em prisão preventiva Bruno Carrilho, Bruno Gonçalves e Nuno Pais, detidos desde junho do ano passado.
A juíza responsável apontou que o MAL age como um grupo nacionalista, extremista e de oposição feroz à imigração desde 2021. De acordo com a decisão, os fundadores do movimento recrutavam membros para formar uma milícia e utilizavam impressoras 3D para o fabrico de armamento. O processo destaca um planejamento voltado para a violência visando a derrubada da democracia em Portugal.
As investigações refutam a ideia de que o grupo apenas protestava contra restrições impostas durante a pandemia de Covid-19. Foram encontrados indícios fortes de treinamentos militares e de um viés ideológico de pureza baseada na "etnia e no sangue". A decisão aponta ainda acusações como financiamento de terrorismo e acesso ilegítimo.
Com informações de Observador (Portugal) e RTP Notícias (Portugal).
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