Terça-feira, 06 de outubro de 2026
Mundo

Israel acusa 170 palestinos mortos em Gaza de serem combatentes disfarçados de jornalistas

Forças Armadas publicam relatório com imagens e documentos em tentativa de rebater críticas sobre ataques deliberados contra a imprensa

As Forças Armadas de Israel divulgaram um relatório oficial afirmando que 170 palestinos mortos na Faixa de Gaza, até então identificados como jornalistas, atuavam na verdade como combatentes de grupos extremistas. De acordo com a inteligência militar, a lista inclui mais de cem membros vinculados ao Hamas e dezenas que integrariam a Jihad Islâmica.

A declaração busca rebater a crescente pressão internacional de organizações e governos que acusam o Exército israelense de atacar profissionais de imprensa de forma deliberada, o que configura violação das leis de guerra. Entidades de direitos humanos cobram transparência sobre os ataques que vitimaram civis desarmados durante a cobertura do conflito.

O general Effie Defrin, porta-voz das Forças Armadas de Israel, declarou que as tropas foram alvos de críticas precipitadas antes que os fatos pudessem ser devidamente investigados. O dossiê israelense reúne fotografias, publicações em redes sociais e documentos físicos recolhidos em Gaza para embasar as alegações, além de informações de inteligência confidenciais. O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), no entanto, aponta que ao menos 190 profissionais de comunicação foram mortos de forma documentada na guerra.

Com informações de UOL e Folha.

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