Sábado, 31 de outubro de 2026
Economia

Itaú reduz estimativa de crescimento do PIB para 0,5% e prevê inflação em 6,1% em 2027

Instituição financeira projeta manutenção dos juros básicos em 13,75% ao ano diante de pressões de tributos e custos trabalhistas

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O Banco Itaú reduziu nesta sexta-feira (30) a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2027 de 1,2% para 0,5%, além de elevar a estimativa para a inflação oficial medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,6% para 6,1%.

A revisão sinaliza um período mais difícil para o orçamento das famílias e o planejamento das empresas, já que uma atividade econômica enfraquecida combinada a preços mais altos corrói o poder de compra e encarece empréstimos e financiamentos em todo o país. Com o índice de preços previsto bem acima do teto de 4,5% perseguido pelo Banco Central do Brasil (BC), a instituição projeta que o Comitê de Política Monetária (Copom) interromperá o ciclo de cortes e manterá a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% ao longo de todo o ano de 2027.

Antes desta reavaliação de cenário, o banco estimava que os juros terminariam 2027 em 12,50%. Para o ano de 2026, os economistas também ajustaram os cálculos: a expansão do PIB passou de 1,7% para 1,6%, enquanto a inflação esperada subiu de 5,1% para 5,2%.

A piora das projeções decorre principalmente de novas variáveis tributárias e regulatórias, da valorização média do dólar e do encarecimento dos combustíveis com o retorno de PIS/Cofins sobre gasolina, fim de subvenção ao diesel e alta de ICMS. O relatório também ponderou os impactos da reforma tributária e a alta do custo de mão de obra após a promulgação do fim da escala de trabalho 6x1. O próximo passo do mercado financeiro será acompanhar a decisão da reunião seguinte do Copom sobre os juros.

Com informações de UOL e Folha.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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