Economista aponta que modelo fiscal de 1985 trava crescimento e pressiona democracia
Marcos Mendes avalia que acúmulo de privilégios e gastos sociais sem corte inibe investimentos
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O economista Marcos Mendes afirmou, em artigo publicado nesta sexta-feira (30), que o modelo de Estado construído a partir da redemocratização de 1985 compromete o crescimento econômico e impõe riscos continuados à estabilidade democrática do Brasil.
O diagnóstico afeta o cotidiano da população, pois o aumento constante das despesas obrigatórias pressiona a cobrança de impostos, eleva a taxa básica de juros e reduz o espaço no orçamento para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Segundo o especialista, autor do livro 'Por que o Brasil Cresce Pouco?', o país transitou do regime militar preservando privilégios e subsídios para setores econômicos e, simultaneamente, incorporou uma ampla rede de programas sociais demandada pelo eleitorado. Essa tentativa de atender a todos os grupos sem contenção de privilégios resultou na multiplicação de gastos, financiada inicialmente por inflação e, posteriormente, por sucessivos aumentos de tributos e da dívida pública.
Para o economista, a superação do quadro de baixo crescimento exige reformas estruturais no Congresso Nacional que revisem subsídios corporativos ineficientes e priorizem despesas públicas de alto retorno socioeconômico.
Com informações de UOL e Folha.
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