Justiça da Itália reabre investigação sobre morte do cineasta Pasolini
Promotores apuram novas pistas genéticas após meio século do assassinato do diretor em Roma.
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O Ministério Público da Itália reabriu nesta segunda-feira (2) a investigação oficial sobre o assassinato do cineasta e escritor Pier Paolo Pasolini, ocorrido há 51 anos em Roma.
A decisão atende a pedidos da defesa e de pesquisadores que apontam falhas no processo original e busca esclarecer a possível autoria de grupos políticos ou do crime organizado no crime.
Pasolini foi encontrado morto em uma praia próxima a Roma em 2 de novembro de 1975. Na época, o jovem Giuseppe Pelosi confessou o assassinato, mas retirou a confissão em 2005 e acusou três homens desconhecidos. O advogado Stefano Maccioni sustentou a reabertura com base em testes genéticos recentes que identificaram DNA de outras pessoas no local da agressão, o que sugere que Pelosi não cometeu o crime sozinho ou sequer estava presente.
Os promotores italianos pretendem recolher novos depoimentos e convocar testemunhas que ainda não tenham se manifestado para tentar esclarecer as motivações políticas e os verdadeiros executores da morte do diretor.
Com informações de UOL e Folha.
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