Domingo, 11 de outubro de 2026
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Justiça do Peru decreta prisão de investigado por recrutar homens para a Rússia

Pocho Pinto teve prisão preventiva fixada em 14 meses por suspeita de tráfico de pessoas

A Justiça do Peru decretou a prisão preventiva por 14 meses de Pocho Pinto, de 54 anos, investigado sob suspeita de recrutar homens no país para atuar como combatentes na guerra da Rússia.

A decisão judicial acolheu um pedido do Ministério Público peruano no âmbito de uma apuração sobre tráfico de pessoas para exploração laboral. A prática envolve o envio de civis latino-americanos para a linha de frente do conflito armado no leste europeu por meio de promessas fraudulentas de emprego.

Segundo a Promotoria, Pinto organizou e financiou o transporte internacional de Julio Salazar — peruano que morreu em combate em abril de 2026 — e de outros três homens que sobreviveram, prometendo salários de US$ 2.300 mensais para serviços de segurança em instalações militares russas. Em abril, a embaixada da Rússia em Lima declarou que as adesões de estrangeiros às Forças Armadas do país ocorreram de forma voluntária e respeitaram as leis locais.

O caso se soma a um relatório divulgado pela organização Anistia Internacional em setembro, que apontou o recrutamento irregular de milhares de cidadãos de países de baixa renda para as tropas russas, incluindo cidadãos do Brasil e da Colômbia. As autoridades do Peru e da Bolívia seguem com investigações em andamento, enquanto o Ministério das Relações Exteriores da Colômbia contabiliza mais de 800 relatos semelhantes. A defesa de Pocho Pinto não foi localizada pelos veículos consultados.

Com informações de UOL e RFI Brasil.

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