Domingo, 11 de outubro de 2026
Ciência

EUA, Rússia e China aceleram disputa para instalar reator nuclear na Lua

Projetos de agências espaciais buscam garantir energia para bases e exploração de recursos

Os governos dos Estados Unidos, da Rússia e da China aceleraram os preparativos para instalar usinas nucleares na Lua nos próximos dez anos. A Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa) solicitou a empresas contratadas o projeto de um reator capaz de funcionar no polo sul lunar até 2030, enquanto as autoridades russas e chinesas trabalham em uma parceria sigilosa para colocar uma estrutura atômica semelhante em operação até 2036.

A corrida atômica lunar importa porque a disponibilidade de fontes constantes de eletricidade é condição fundamental para estabelecer bases permanentes no satélite natural. A energia assegurará a extração de água congelada do solo, manterá o suporte à vida de astronautas e permitirá transformar a Lua em ponto de partida para expedições a locais mais remotos do Sistema Solar.

Os projetos preveem que a ativação dos reatores aconteça somente após o pouso no terreno lunar. Pesquisadores e cientistas, contudo, alertam para a rapidez do cronograma em um período de falhas recentes em lançamentos espaciais, como a colisão da sonda russa Luna-25 contra o solo do satélite. Qualquer acidente durante as fases de lançamento ou descida poderia espalhar resíduos radioativos e interditar grandes áreas de pesquisa.

Nos próximos meses, as fornecedoras privadas apresentarão à Nasa os primeiros modelos técnicos de reatores espaciais, ao passo que Moscou e Pequim avançam nas diretrizes de sua base internacional compartilhada.

Com informações de UOL e Folha.

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