Domingo, 11 de outubro de 2026
Economia

Exploração de terras raras atrai R$ 17,5 bilhões de empresas estrangeiras ao Brasil

Companhias mapeiam reservas para extrair minerais críticos no território brasileiro e tentar reduzir a dependência da indústria em relação à oferta da China.

A exploração de terras raras no Brasil tornou-se o alvo de uma corrida internacional que já soma ao menos US$ 3,5 bilhões (cerca de R$ 17,5 bilhões) em investimentos projetados e parcialmente realizados. Atualmente, 18 empresas estrangeiras possuem processos abertos junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) para pesquisar ou extrair em solo nacional esses minerais críticos, que são essenciais para a alta tecnologia mundial.

A movimentação bilionária tem como principal motivação encontrar novas fontes de suprimento fora do território chinês. Hoje, a China domina de forma quase absoluta tanto a extração quanto o processamento das terras raras globais. Para o Brasil, a atração dessas mineradoras abre uma nova fronteira econômica de peso, mas que já acumula debates e críticas iniciais envolvendo os inevitáveis impactos ambientais e sociais da instalação de megaoperações na natureza.

Um dos episódios mais recentes dessa corrida foi a confirmação de um acordo de R$ 3,5 bilhões em que a mineradora australiana Lynas comprou a Meteoric Resources, assegurando o direito de explorar reservas promissoras no sul do estado de Minas Gerais. O movimento acompanha transações recentes como a da americana USA Rare Earth, que recentemente adquiriu a mina de Serra Verde, em Goiás, o primeiro complexo do país a iniciar a extração prática desses elementos.

Os australianos lideram amplamente a presença no país e comandam 11 dos 18 grupos listados no levantamento. Canadá e Estados Unidos aparecem na sequência, com três projetos de cada país, além de um grupo das Ilhas Marshall. O próximo passo de grande parte das corporações é avançar na conversão das atuais licenças de pesquisa para as autorizações de exploração comercial em larga escala.

Com informações de UOL e Folha.

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