Sábado, 10 de outubro de 2026
Política

Governo inclui deputada eleita Ana Elisa em programa de proteção após ameaças

Ministério dos Direitos Humanos acionou mecanismo do estado de Minas Gerais para reforçar segurança da parlamentar

Ana Elisa
Deputada eleita Ana Elisa · Foto: Sayonara Moreno - Rerpórter da Rádio Nacional / Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) do governo federal solicitou oficialmente a inclusão emergencial da deputada federal recém-eleita Ana Elisa (PT-MG) no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais. A rápida medida institucional precisou ser acionada após a jovem parlamentar, que possui 21 anos, denunciar que foi alvo de contínuas ameaças criminosas de morte e de violência sexual espalhadas pela internet durante o intenso período de sua eleição regional.

Essa entrada definitiva em um canal do governo servirá para montar uma operação integrada entre equipes federais especializadas e grupamentos estaduais de forma a atestar a rotina em segurança contra riscos palpáveis e prevenir novos assédios e incidentes. O aparato escolhido em portaria pela pasta de governo foi o acionamento prático imediato via o já concebido Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH).

A burocracia também exige que outros órgãos forneçam recursos extras ao esquema que está sendo delineado. Diante do quadro agudo narrado, a administração pública de Brasília exigiu apoio expresso dos comandos de análise da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais, a Sedese, que tem papel avaliativo em medir perigos severos à vista e comunicar as inteligências ligadas ao aparato de polícias estaduais em operação de proteção ativa.

Ao lado de todas as providências focadas de prevenção de possíveis ocorrências sobre Ana Elisa, uma outra frente é liderada pela Justiça com inquérito da Polícia Federal na caça dos criminosos e já está levantando de onde vieram as intimidações e rastreando perfis da internet envolvidos nos supostos delitos.

Com informações de Metrópoles, O Antagonista e Agência Brasil.

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