Sábado, 10 de outubro de 2026
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Política

Ministros divergem sobre demitir indicados de partidos que apoiam Flávio Bolsonaro

Relações Institucionais propõe exonerar membros do Centrão, mas coordenador da campanha petista nega as retaliações

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro recebe apoio de partidos políticos · Foto: Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)

O anúncio de que siglas do Centrão, como União Brasil e PP, apoiarão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno presidencial abriu uma divergência pública entre aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Enquanto parte do governo planeja retaliar as legendas cortando seus cargos federais, outros negam que isso vá ocorrer.

O desencontro expõe a dificuldade do governo em articular apoios e em manter a base unida na etapa decisiva das eleições de 2026. Uma eventual "limpeza" nas indicações poderia comprometer o avanço de votações no Congresso Nacional, mas não punir os infiéis gera pressão na base governista mais fiel.

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, declarou nesta semana que mapeará os espaços estaduais e federais ocupados pelas legendas e defendeu uma "limpa geral", afirmando que aliados de Lula não podem jogar contra o governo nas urnas. O presidente havia conversado com os dirigentes na tentativa de garantir ao menos a neutralidade dessas siglas.

No entanto, a ideia foi rechaçada neste sábado (10) por Camilo Santana, porta-voz da campanha petista, que negou que o governo vá exonerar indicados por essas agremiações. A campanha de Lula agora estuda associar o apoio do Centrão a Flávio como uma prova de que o adversário defende práticas da velha política.

Com informações de Gazeta do Povo e Metrópoles.

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