Sábado, 10 de outubro de 2026
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Política

Lula defende medida sobre gasolina e diz que cortes de Flávio atingirão mais pobres

Em comício em Natal para o segundo turno, o presidente usou o alívio nos combustíveis como trunfo eleitoral contra o plano econômico do candidato da oposição.

Luiz Inácio Lula da Silva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cerimônia pública · Foto: Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou um ato de campanha na cidade de Natal (RN) neste sábado (10) para ressaltar a política de isenção de impostos federais aplicada à gasolina e aos subsídios do etanol, criticando duramente o projeto de diminuição de verbas propagado pelo adversário à Presidência da República no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL).

Ao capitalizar a recente estabilização dos gastos primários na reta final do pleito contra a agenda neoliberal de Flávio Bolsonaro, Lula projeta assegurar sua avaliação nas camadas com a renda mais prejudicada pelas contas contínuas, pautando discursos voltados para o distanciamento total das metas impostas por empresários na contenção abrupta das engrenagens arrecadatórias do governo nacional.

As afirmações ganharam palanque com Lula pontuando que o uso das receitas vindas das frentes petrolíferas da exportadora Petrobras bloqueou a passagem da inflação gigantesca sentida no exterior, em consequência da atual guerra armada que envolve iranianos e os Estados Unidos e obstrui o mar no Estreito de Ormuz. "A gasolina diminuiu, e estamos subsidiando para que o preço da guerra não chegue no pão do povo", pontuou a autoridade com aliados eleitos na liderança estadual governista, como o aliado potiguar Cadu de Lula, desafiante contra Allyson (União Brasil) nas urnas potiguares.

O petista emendou o coro e disse de modo veemente que o projeto idealizado para enxugar e desburocratizar a União defendido por Flávio, com pretensão declarada de arrancar algo próximo a R$ 250 bilhões nos investimentos fiscais em infraestrutura e serviço a curto prazo por meio de uma guinada conservadora batizada popularmente de "tesouraço", deverá sangrar, prioritariamente, os setores empobrecidos das periferias carentes habituadas e dependentes dos fomentos e transferências do governo mantido atualmente em Brasília, em manobra perigosa do candidato conservador sem respaldo nos orçamentos vigentes para proteção civil, educação popular ou assistência aos precarizados nas regiões esquecidas historicamente.

Com informações de UOL e Folha.

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