Mercado cobra compromisso fiscal de Flávio Bolsonaro após euforia inicial
Alta da Bolsa e queda do dólar refletem aposta em reformas, mas campanha não detalhou cortes
A reação positiva do mercado financeiro após o primeiro turno das eleições, marcada pela alta da Bolsa de Valores e pela queda do dólar e dos juros futuros, esbarra na falta de clareza da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) sobre o ajuste fiscal. Parte dos investidores aposta que o candidato, se eleito, terá base ampla no Congresso Nacional para aprovar reformas econômicas, mas cobra compromissos concretos sobre a redução de despesas do Estado.
A dúvida central dos agentes econômicos é como a campanha pretende equilibrar as contas públicas, um ponto frequentemente apontado como fragilidade durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até o momento, o detalhamento sobre onde e como ocorrerão os cortes de gastos não foi oficialmente apresentado pela equipe política do senador.
O ex-ministro Adolfo Sachsida, assessor econômico do plano de governo de Flávio, sinalizou a manutenção de despesas sociais que costumam gerar debates no mercado. Em vídeo publicado na quinta-feira (8), ele garantiu que benefícios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) não serão alterados, prometendo inclusive fortalecê-los, o que vai na contramão de quem esperava uma tesourada ampla.
Com informações de InfoMoney e Money Times.
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