Partidos de centro encolhem e perdem poder de negociação para 2027
Bancadas menores no Congresso exigirão mais esforço do futuro governo para aprovar mudanças constitucionais
O resultado das urnas na eleição mais recente diminuiu o tamanho dos partidos tradicionais de centro no Congresso Nacional, reduzindo a força de negociação do chamado "centrão" a partir de 2027. Siglas históricas, como o MDB, perderam cadeiras de destaque e viram encolher tanto as suas bancadas quanto o número de líderes capazes de costurar acordos na Câmara e no Senado.
O enfraquecimento dessa base fisiológica altera as regras do jogo para o próximo mandato presidencial, independentemente do vencedor. Com menos parlamentares desse perfil dispostos a apoiar projetos do governo, aprovar reformas ou mudanças na Constituição exigirá muito mais esforço e concessões políticas do Palácio do Planalto do que nas gestões anteriores.
Enquanto o centro tradicional minguou, partidos ideologicamente mais marcados ganharam terreno. Levantamentos estimam que o Partido Liberal (PL) possa formar um bloco de oposição ferrenha com cerca de 30 cadeiras no Senado, após a entrada de suplentes alinhados à legenda. Em contrapartida, o Partido dos Trabalhadores (PT) manteve nove senadores eleitos.
A nova matemática do Senado também afeta diretamente o ambiente institucional em Brasília. Caso o novo Congresso decida pautar ações drásticas, como um pedido de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a barreira inicial de 41 votos para abrir o processo poderá ser alcançada com mais facilidade por uma oposição numerosa.
Com informações de UOL e Google Notícias.
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