Sábado, 10 de outubro de 2026
Brasil

Queimadas saltam quatro vezes no Amazonas em mês de seca extrema

Falta de chuvas acelerou disseminação do fogo usado em pastagens, piorando a qualidade do ar em Manaus.

Amazonas sob clima seco
Região fluvial no interior do Amazonas · Foto: Ridiculopathy / Wikimedia Commons (CC0)

O estado do Amazonas contabilizou 3.726 focos de calor apenas durante o último mês de setembro, número que é praticamente quatro vezes superior aos 942 incêndios documentados no mesmo mês em 2025.

O aumento abrupto de queimadas tem levado partículas tóxicas diretamente para a capital Manaus, piorando ao extremo as classificações da qualidade do ar local, e motivou o Ministério Público de Contas (MPC-AM) a iniciar uma investigação formal em relação à lentidão administrativa e à omissão das estratégias do governo do estado para combater os problemas climáticos.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) relata que a temporada enfrenta um déficit recorde influenciado pelo fenômeno do El Niño. No trimestre de julho a setembro, os termômetros manauaras registraram apenas 44 milímetros acumulados de chuva, um montante muito distante dos 202 milímetros que historicamente a região costuma receber neste período anual. Agosto transcorreu com a cidade marcando ausência completa de chuvas.

Essa desidratação massiva da floresta permitiu que as chamas acesas de forma artificial para limpeza técnica das antigas pastagens perdessem o controle e varressem quilômetros de mata seca. O governo amazonense publicou o decreto proibindo temporariamente o uso do fogo em todo o seu território somente no dia 9 de setembro, atraso que impulsionou as cobranças públicas de autoridades ambientais.

Com informações de G1 e UOL.

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