Sábado, 10 de outubro de 2026
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Meio Ambiente

Centros de reabilitação registram forte alta nos resgates de animais silvestres

Enquanto o Ibama no Brasil relata salto de quase 30%, associação portuguesa recolheu mais de mil exemplares

A preocupante lotação dos centros de triagem e reabilitação aponta para uma disparada generalizada e drástica de animais selvagens machucados que cruzam o caminho com humanos em 2026. De acordo com informações de campo, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) observou um salto de quase 30% apenas no volume de acolhimentos ao longo dos meses recém-pesquisados.

Essa forte taxa ampliou a tensão nas unidades que dedicam dias incessantes na curadoria clínica dos mais delicados casos do país. No complexo localizado em Taguatinga, restrito núcleo do Distrito Federal, biólogos monitoram resgates minuciosos como o da filhote silvestre Pam, extraída precocemente de uma propriedade em Altamira, no Pará, e submetida ao estrito processo antissocial para não se acostumar carinhosamente com a presença invasiva dos cuidadores e, quem sabe, pisar no seu solo silvestre outra vez.

O triste diagnóstico reflete uma tendência que vai para muito além do território sul-americano, ganhando recortes desanimadores em pontos do continente europeu. Somente em Portugal, os balanços estatísticos gerados pelos três polos da associação Quercus absorveram sozinhos 1.180 mamíferos e alados acidentados de toda espécie logo no primeiro semestre, escancarando a inabilidade crônica e sistêmica com o avanço predatório.

Dentro deste maciço quadro no estrangeiro, ativistas ambientais focaram o holofote de conscientização para uma grandiosa águia-cobreira que percorre o perigoso eixo Europa-África. O pássaro sucumbiu num terrível contato e sofreu eletrocussão por causa da rede mortal de alta tensão, mas conseguiu incrivelmente passar pelas gaiolas do polo da Quercus em Castelo Branco, onde operou o milagre da recuperação aerodinâmica rumo aos céus nativos de novo.

Com informações de G1 e Observador (Portugal).

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