Apenas 5% das empresas cumprem normas de reciclagem de lixo eletrônico no Brasil
Levantamento alerta para a falta de responsabilidade na logística e avisa que uma minoria do setor sobrecarrega quem investe corretamente
Menos de 5% das corporações ativas que importam, vendem ou fabricam equipamentos eletroeletrônicos para os consumidores brasileiros aplicam o investimento legal para colaborar ativamente na coleta correta e no encaminhamento do descarte na cadeia verde, divulgou o levantamento da associação privada do setor logístico.
Essa falta de engajamento generalizado provoca uma distribuição cruel sobre o bolso do restrito número de parceiros conscientes e amplia os perigos contínuos de contaminações nocivas do solo urbano. Com a maior fatia vendendo suas cargas livremente de ônus com lixões orgânicos, quem trabalha nos parâmetros exigidos absorve toda a carga onerosa da manutenção obrigatória exigida e perde competividade com isso.
Os números foram coletados pela Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree). As metas listam regras de atuação do decreto sancionado ainda em 2020. Dentre o aglomerado ativo superior a 4.000 fábricas atuantes, constam os dados revelando as míseras 192 filiadas adimplentes pagadoras no repasse do lixo até então avaliado em 230,5 mil toneladas nas avaliações encerradas do último quinquênio.
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima manifestou alerta, enfatizando a infração para quem atua ausente dessa operação e ressaltou advertências de sanção cível contra o faturamento. O rito de cobranças tem recaído quase só sob o braço repressivo das corporações do Ministério Público que acionam judicialmente por quebra na legislação das metas na defesa estadual regional.
Com informações de UOL e Folha.
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