Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Cultura

Laudo conclui que cineasta Ricardo Spencer morreu de causas naturais ligadas à epilepsia

Diretor havia sido encontrado sem vida em seu apartamento no Edifício Copan no mês de julho

O laudo necroscópico do Instituto Médico-Legal (IML) de São Paulo concluiu que a morte do cineasta Ricardo Spencer, de 49 anos, foi resultado direto de um evento súbito provocado por complicações da epilepsia. O diretor foi encontrado sem vida no dia 20 de julho de 2026, no apartamento em que morava no Edifício Copan, região central da capital paulista.

A divulgação do parecer médico-legal encerra as dúvidas e descarta definitivamente as hipóteses de que o artista pudesse ter sofrido intervenção de terceiros. A confirmação reitera que a fatalidade decorreu estritamente da condição de saúde prolongada que ele já enfrentava.

De acordo com o exame oficial, não foi encontrada nenhuma marca de agressão corporal, hematomas, hemorragias ou fraturas em seu corpo. A rigorosa análise toxicológica atestou a ausência de álcool etílico ou drogas ilícitas, identificando apenas a presença de carbamazepina, uma substância farmacêutica de uso rotineiro no tratamento de convulsões e epilepsia, o que atesta que o paciente mantinha seu tratamento em dia.

Segundo detalhes divulgados pela família nesta terça-feira (6), o documento aponta tecnicamente a possibilidade da síndrome Sudep, quadro em que pessoas com epilepsia chegam a falecer repentinamente sem qualquer outra justificativa anatômica nas vias respiratórias ou no coração. Quando a polícia chegou ao local do acontecimento ainda em julho, os parentes já tinham informado as autoridades da condição crônica do cineasta.

Com informações de Veja, Google Notícias e Estado de Minas.

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