Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Política

Líderes evangélicos e ligados a igrejas sofrem derrotas nas eleições em São Paulo

Nomes influentes como Gilberto Nascimento, Cezinha de Madureira e David Soares não conseguiram renovar os mandatos

Gilberto Nascimento
Deputado Gilberto Nascimento · Foto: Senado Federal / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

As eleições do último domingo (4) marcaram a derrota de lideranças religiosas tradicionais e candidatos com forte ligação a igrejas no estado de São Paulo. Nomes consolidados na política nacional não conseguiram votos suficientes para manter suas cadeiras na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

O resultado representa uma mudança na representação de grupos evangélicos influentes na política paulista, deixando fora do Legislativo políticos com décadas de atuação e laços com denominações como a Assembleia de Deus e a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Entre os principais derrotados está o deputado federal Gilberto Nascimento, ex-líder da bancada evangélica no Congresso Nacional, além da deputada estadual Edna Macedo, irmã do bispo Edir Macedo. O deputado federal David Soares (Podemos-SP), filho do missionário R.R. Soares, recebeu 61.366 votos e também não renovou o mandato, assim como seu irmão, Daniel Soares (União Brasil-SP), que obteve 53.812 votos para a Alesp.

Outro revés significativo foi o do pastor Cezinha de Madureira (PL-SP), nome forte da Assembleia de Deus. Com 60.596 votos, ele ficou de fora da próxima legislatura federal. A campanha de Cezinha foi impactada por uma operação da Polícia Federal realizada em setembro, que investiga suspeitas de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e corrupção passiva envolvendo sua relação com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — acusações que ele nega. O candidato Rogério de Madureira (PL-SP), da mesma igreja, fez 31.558 votos e também não foi eleito.

Com o fim do pleito, os candidatos não eleitos que ocupam cargos atualmente permanecem no mandato até o fim da atual legislatura, que se encerra em fevereiro do ano que vem.

Com informações de G1 e Poder360.

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