Lula chega a 2026 com avanços sociais, mas contas públicas sob pressão fiscal
Próximo presidente encontrará desemprego baixo e renda em alta, mas orçamento engessado por dívida pública e juros elevados
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O Brasil chega à eleição de 2026 diante de um contraste estrutural entre a melhora de indicadores sociais e a deterioração do equilíbrio fiscal do Governo Federal.
O próximo presidente da República assumirá a administração com o desemprego em patamares historicamente baixos e a renda média dos trabalhadores em alta em relação a gestões anteriores, mas enfrentará margem de manobra orçamentária quase inexistente para expandir políticas públicas ou bancar investimentos básicos na máquina pública.
Esse engessamento decorre da elevação consistente do estoque da dívida pública federal e do impacto crescente das taxas de juros no pagamento do serviço da dívida. Dados da consultoria Análise Macro compilados pelo economista Vitor Wilher indicam que a perda de fôlego do esforço fiscal iniciou-se após a crise de 2008, durante o segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
No intervalo de 2002 a 2008, o superávit primário médio do setor público consolidado alcançava 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Entre 2009 e 2013, o índice despencou para uma média de 1,5% do PIB, descontadas receitas extraordinárias, estabelecendo um cenário de despesas continuadas que exigirá reformas orçamentárias severas a partir de 2027.
Com informações de UOL e Folha.
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