Lula diz que clubes 'que se virem' com perdas e governo costura crédito bilionário
A proibição dos sites de apostas pela gestão federal levantou críticas de times da Série A sobre a insegurança das suas finanças
A repercussão em torno da proibição das empresas de apostas (bets) continua provocando abalos econômicos no esporte e motivou reações no cenário político. Clubes das primeiras divisões do futebol nacional, cujos caixas são impulsionados diretamente por patrocínios dessas casas de apostas, reclamam de instabilidade nas receitas após o banimento do mercado não regulado.
Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva respondeu às reclamações e minimizou a probabilidade de falência imediata. "Os clubes que se virem. Nós já aprovamos a lei que permite que os clubes virem empresas, as SAFs; agora é preciso colocar gente de competência para gerir as empresas", cravou Lula, que lembrou os títulos globais que várias equipes alcançaram no passado quando a estrutura esportiva não dependia dos patrocínios atuais.
Apesar da negativa do presidente, o Planalto corre contra o tempo para minimizar a pressão dos torcedores na véspera do período eleitoral. Para assegurar as equipes, que viram o governo derrubar 506 sites irregulares neste fim de semana, a equipe econômica prepara e discute o lançamento de uma linha de crédito emergencial de até R$ 20 bilhões financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Os clubes, por sua vez, apontam para a necessidade de um período de transição gradual para os cortes. Equipes como Flamengo e Fluminense emitiram notas reforçando que as plataformas agora bloqueadas recolhiam impostos, e preveem prejuízos em toda a cadeia e no estoque de camisas já comercializadas com as marcas de apostas.
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