Lula silencia sobre supersalários, enquanto rivais prometem cortes na máquina pública
Plano de governo do PT não aborda o tema, enquanto opositores apresentam promessas genéricas de redução de gastos
O combate aos supersalários e a promessa de cortes no funcionalismo dominam as propostas de máquina pública nas campanhas presidenciais. No entanto, o plano de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não aborda a questão dos salários acima do teto. Para especialistas ouvidos por Folha e UOL, a omissão pode estar atrelada à proximidade do governo com associações de carreiras jurídicas.
Enquanto Lula e Augusto Cury (Avante) não tocam no assunto, candidatos como Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) prometem atacar os privilégios. As propostas, porém, carecem de detalhamento. Flávio Bolsonaro fala em "combate aos penduricalhos" e em cortar dez ministérios, mas especialistas avaliam as promessas como genéricas, alertando que enfrentar a questão exige comprar briga com o Judiciário, que concentra a maior parte dos supersalários.
Apesar de atingir menos de 1% dos servidores, a pauta tem forte apelo eleitoral, com 83% de aprovação popular. A solução passaria por uma legislação rigorosa no Congresso, definindo quais verbas indenizatórias podem extrapolar o teto, mas analistas apontam que sem o apoio firme do Executivo as propostas não sairão do papel.
Com informações de UOL e Folha.
Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise