Domingo, 04 de outubro de 2026
Política

Lula vota no ABC Paulista, prega defesa da democracia e defende reformas no STF

Candidato à reeleição criticou adversários e defendeu a limitação de mandato para os ministros do Supremo Tribunal Federal, além de maior presença feminina na Corte.

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo (SP). Após registrar seu voto, ele posou para fotos ao lado de seu candidato a vice, Geraldo Alckmin, segurando uma bandeira do Brasil.

O pronunciamento do presidente após a votação reafirma os pilares de sua campanha, mantendo as críticas à oposição e apresentando propostas de mudanças estruturais que podem alterar o funcionamento da mais alta Corte do Judiciário brasileiro nos próximos anos.

Durante a entrevista, Lula afirmou estar confiante na vitória e declarou que a eleição representa uma escolha entre o "fortalecimento da democracia e a barbárie". Sem citar nomes de forma direta, o petista fez críticas ao seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmando que o Brasil "não vai para frente com miliciano".

O presidente também mencionou as recentes polêmicas envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF), criticando o que chamou de "ideia que se fez com o Banco Master". A imagem da Corte sofre desgaste devido a denúncias recentes de contratos milionários de parentes de ministros com a instituição financeira.

Como resposta, Lula defendeu uma reforma no Judiciário, sugerindo a criação de um tempo fixo de mandato para os ministros do STF e a indicação de mais mulheres para compor o tribunal. Ele também afirmou que integrantes da Corte não podem usar a posição para enriquecer.

Apesar do discurso atual por maior presença feminina, durante seu atual mandato, Lula indicou três homens para o STF: Cristiano Zanin, Flávio Dino e Jorge Messias — este último acabou tendo o nome rejeitado pelo Senado. Para encerrar, o presidente ressaltou que o Brasil precisa passar por uma profunda reforma política.

Com informações de UOL e Folha.

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