Sábado, 03 de outubro de 2026
Brasil

Mãe de estudante morto em briga de trânsito em Taubaté clama por justiça

Família de jovem assassinado por bombeiro expressou dor pela perda; Ministério Público tenta reverter liberdade provisória do atirador

Familiares do estudante de medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos, morto a tiros por um bombeiro militar após uma briga de trânsito em Taubaté (SP), vieram a público clamar por justiça. O jovem foi assassinado na manhã da última quarta-feira (30), no interior do estado, gerando forte repercussão na região e andamentos na Justiça nesta reta final de semana.

O impacto do crime abalou profundamente o círculo familiar. A mãe do estudante, em entrevista recente à TV Vanguarda, relatou a dificuldade de lidar com a perda de forma repentina. "As balas do Bruno estão em mim", declarou, ressaltando que espera o total esclarecimento dos fatos pelas autoridades policiais para que o caso não fique impune.

A esposa da vítima, a estudante Lorena Coimbra Coelho, com quem Bruno teve um filho, também definiu a ação como uma grande covardia e expôs o desafio doloroso de tentar explicar a morte ao menino. "Eu nunca imaginaria que meu marido pudesse morrer de uma forma tão cruel", disse ela, lamentando os planos familiares interrompidos após três anos de relacionamento.

Na esfera judicial, o atirador confesso, identificado como o bombeiro Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, chegou a ser preso em flagrante no dia do crime, mas foi solto logo depois após receber o direito à liberdade provisória em sua audiência de custódia. O Ministério Público do estado já recorreu da decisão em busca de reverter a medida e solicitou a decretação de sua prisão preventiva.

O andamento da investigação tem lidado com versões conflitantes do ocorrido. O bombeiro alegou aos policiais que efetuou os disparos porque o estudante avançou com um objeto similar a uma arma, fazendo-o acreditar tratar-se de um assalto. No entanto, uma testemunha do caso prestou depoimento afirmando o oposto: que Marcos desceu do seu veículo, quebrou o vidro do carro de Bruno e atirou sem que houvesse qualquer sinal de ameaça. O jovem foi atingido por quatro tiros, sendo eles no pescoço, tórax e braço.

Com informações de G1 e Terra.

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