Sábado, 03 de outubro de 2026
Brasil

Reserva indígena no Ceará resiste ao avanço do tráfico de drogas em área portuária

Taba dos Anacés abriga 163 famílias ao lado do Porto do Pecém, rota do envio de drogas à Europa

A Reserva Indígena Taba dos Anacés, no Ceará, lida com o desafio de estar localizada em uma rota usada pelo narcotráfico internacional, devido à sua proximidade com o Complexo Industrial e Portuário do Pecém. A área portuária se tornou um ponto estratégico para o envio de drogas à Europa.

A situação ilustra a pressão de organizações criminosas sobre territórios tradicionais que ficam próximos a grandes polos logísticos. Apesar do entorno vulnerável, a violência não dominou o interior da comunidade.

Os episódios associados à criminalidade dentro da reserva foram limitados. Segundo os relatos, durante a pandemia de covid-19, uma placa de barreira sanitária sofreu ameaças. Em outro caso, a escola indígena foi alvo de pichações, mas sem referências a facções criminosas.

A Taba dos Anacés fica entre os municípios de Caucaia e São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza, e abriga 163 famílias. O território de 543 hectares começou a ser estruturado em 2013 para reassentar os indígenas impactados pelas obras do porto e foi oficialmente entregue em 2018.

A criação da reserva, a primeira implantada pelo estado, foi resultado de um acordo que envolveu o Governo do Ceará, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Petrobras e o Ministério Público Federal (MPF).

Com informações de UOL, RFI Brasil e Terra.

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