Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
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Esportes

Empresas de apostas tentam usar proibição do governo para romper patrocínios no futebol

Insatisfeitas com o baixo retorno, plataformas avaliam usar a recente medida provisória como brecha jurídica para sair de contratos sem pagar multas.

Estádio do Maracanã
Foto: Arne Müseler / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0 de)

Algumas plataformas de apostas online, apelidadas pelo mercado como bets, começaram a traçar estratégias jurídicas para utilizar a recente interdição da atividade no Brasil como subterfúgio para se desvencilhar de compromissos no futebol. As empresas pretendem usar o veto como justificativa para rescindir patrocínios de clubes sem arcar com grandes prejuízos.

A articulação ocorre após a assinatura da Medida Provisória 1.394, instituída em 25 de setembro pela administração de Luiz Inácio Lula da Silva, que derrubou a exploração e a propaganda de apostas de quota fixa. Com a imposição da norma, casas que já lidavam com a quebra de expectativas em relação ao retorno de exposição viram no ato a oportunidade perfeita para pular fora de acordos, alegando que foram forçadas pelas restrições da lei, livrando-se assim de arcar com cláusulas severas de multa antes mesmo da pauta ir ao Congresso.

Em um contraponto a essa fuga das plataformas de jogos de azar no âmbito esportivo, categorias como o futebol feminino estão acelerando a renovação e diversificação de seus financiadores de camisa e de eventos. Para a temporada 2026, competições tradicionais como a Brasil Ladies Cup e a Copa Maria Bonita concluíram a substituição das apostadoras Blaze e Betano, repassando suas posições centrais de patrocínio para estatais consolidadas, como a Petrobras, além das marcas chanceladas e supervisionadas oficialmente pela CBF.

Com informações de Folha e Veja.

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