Início da reforma tributária exigirá atenção do consumidor aos preços das prateleiras
Isenção de impostos na cesta básica não garante queda automática de valores e dependerá do repasse feito pelas empresas
A entrada em vigor das novas regras da reforma tributária, a partir do próximo ano, trará mudanças significativas para os consumidores brasileiros, que precisarão monitorar de perto os preços das mercadorias nas prateleiras.
Embora a legislação garanta que os itens essenciais da cesta básica — como arroz, feijão, carnes, leite e derivados — terão alíquota zero de impostos, isso não se traduzirá de forma automática em preços mais baixos nas gôndolas. A redução efetiva dependerá de como fabricantes, distribuidores e comerciantes aplicarão essa isenção ao preço final, em vez de simplesmente aproveitarem a mudança para aumentar suas próprias margens de lucro.
A orientação dos especialistas é que o consumidor passe a comparar os preços de imediato, a fim de constatar se a alteração nos tributos teve impacto real nos custos do dia a dia. Fatores externos à reforma, como o clima e o período de entressafra, também continuarão a influenciar os valores, podendo encarecer produtos temporariamente.
Além da isenção nos itens essenciais, o novo sistema prevê o chamado "imposto do pecado", que taxará de forma mais rígida produtos nocivos à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e refrigerantes. Outra novidade social será o "cashback" tributário, que devolverá parte dos impostos pagos na forma de crédito para famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita de até meio salário mínimo, recurso que começará a operar a partir de 2027 com a nova contribuição federal (CBS).
Com informações de UOL e Folha.
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