Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Política

Maílson da Nóbrega critica proposta de Flávio de R$ 200 bi para dívidas

Ex-ministro da Fazenda vê incompatibilidade orçamentária, enquanto campanha tenta conter ruídos na reta final

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Flávio Bolsonaro
Foto: Carlos Moura/Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega classificou como inviável a proposta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de destinar 200 bilhões de reais do Tesouro Nacional para a compra e renegociação de dívidas de pessoas físicas e jurídicas. A análise foi apresentada após o primeiro debate presidencial do segundo turno das Eleições 2026, realizado pela TV Bandeirantes entre o parlamentar e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A crítica expõe uma contradição na reta final da disputa pelo Palácio do Planalto, uma vez que a candidatura do Partido Liberal (PL) vinha defendendo uma agenda voltada ao equilíbrio fiscal e ao controle de despesas. Para o cidadão, a promessa de alívio no endividamento esbarra no limite dos recursos públicos disponíveis, já que a retirada de uma quantia dessa dimensão reduziria drasticamente o espaço financeiro para a manutenção de serviços básicos da União.

De acordo com Nóbrega, que comandou a pasta econômica entre 1988 e 1990, o Poder Executivo não possui folga orçamentária nem estrutura operacional para assumir esse volume de compromissos sem comprometer as contas públicas. O economista destacou que o senador tem se distanciado das reformas fiscais necessárias para o país na tentativa de atrair eleitores nos últimos dias antes da votação.

Além da repercussão sobre a compra de débitos, a coordenação de campanha de Flávio Bolsonaro precisou agir para conter o desgaste provocado por declarações de sua assessora econômica, Daniella Marques, que sugeriu mudanças nas diretrizes do programa Bolsa Família. No campo adversário, o recente avanço do senador nas pesquisas eleitorais colocou o comitê de Lula em alerta a poucos dias da decisão nas urnas, fazendo com que as duas chapas reforcem a cautela para evitar erros determinantes.

Com informações de Veja, G1 e Estado de Minas.

Texto produzido com auxílio de inteligência artificial a partir dos veículos citados, com revisão automatizada. Saiba como trabalhamos · Viu um erro? Avise

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