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Política

Maioria dos eleitores ignorou totalmente o horário eleitoral na TV, aponta pesquisa

Levantamento do instituto Travessia mostra que 60% dos brasileiros não assistiram à propaganda política nenhuma vez nesta eleição devido à mudança de hábitos.

Urna eletrônica
Urna eletrônica modelo UE2020. · Foto: Wikimedia Commons / TSE - Tribunal Superior Eleitoral (Public domain)

O outrora poderoso horário eleitoral gratuito na televisão parece não atrair mais a atenção dos brasileiros como em campanhas do passado. Uma pesquisa exclusiva do instituto Travessia revela que 59,6% dos eleitores afirmam não ter assistido à propaganda política dos candidatos nenhuma vez durante todo o período reservado aos programas diários, que chegou ao fim nesta quinta-feira (1º).

De acordo com os dados do levantamento, apenas uma pequena parcela do eleitorado ainda consome ativamente o formato: 14,3% dos entrevistados afirmaram ter visto os blocos eleitorais sempre, enquanto outros 22,9% disseram ter acompanhado as propostas poucas vezes na tela. O estudo evidencia de forma numérica uma profunda transformação tecnológica nos costumes das famílias e na forma descentralizada como elas consomem mídia.

O desinteresse popular pelo horário político varia conforme as regiões do país. O Centro-Oeste registrou a maior taxa de abandono do antigo formato, com 64,1% dos eleitores locais declarando que nunca sintonizaram a TV na propaganda gratuita de 2026. O Sudeste, por outro lado, apresentou o menor percentual regional de rejeição absoluta, mas ainda marcando o expressivo patamar de 57,1% de não espectadores totais.

Segundo Renato Dorgan, cientista político e CEO do instituto Travessia, a televisão convencional tem sido amplamente substituída pelas redes sociais e por outras dinâmicas de entretenimento, como videogames e streamings. O pesquisador alerta que o tempo farto de tela na TV, antes visto como o principal trunfo mágico para popularizar um candidato, hoje não garante o sucesso automático — citando o exemplo de governadores com grande exposição que seguem desconhecidos por mais da metade de seus eleitores. A pesquisa não teve informações de contratante, amostra, período de campo e registro no TSE divulgadas pelas fontes publicadoras.

Com informações de Estadão, UOL e Terra.

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