Quarta-feira, 07 de outubro de 2026
Mundo

Maioria parlamentar apoia restrição ao número de comissões de inquérito em Portugal

Presidente da casa legislativa avança com ideia de permitir apenas dois comitês de investigação abertos por vez

O presidente da Assembleia da República de Portugal, José Pedro Aguiar-Branco, conquistou o apoio das principais lideranças partidárias para aprovar o funcionamento de, no máximo, duas comissões parlamentares de inquérito simultâneas.

A determinação altera de forma radical a fiscalização em curso no país, sendo projetada para evitar a dispersão do foco político com dezenas de debates ao mesmo tempo. Com a limitação, os parlamentares apostam que as investigações de interesse da sociedade ganhem maior efetividade, já que deverão obrigatoriamente se revezar no preenchimento das escassas vagas.

A sugestão de Aguiar-Branco recebeu forte aval de partidos divergentes entre si, abrangendo as siglas do Partido Social Democrata (PSD), do Partido Socialista (PS), do Livre e do Partido Comunista Português (PCP). Na contramão, deputados da Iniciativa Liberal e do Chega criticaram a medida, argumentando se tratar de um bloqueio ao trabalho da minoria em levantar indícios. Hoje, Portugal já abriga os andamentos finais de duas comissões relevantes: a que julga problemas na emergência médica e a crise dos incêndios florestais.

Com informações de Público (Portugal), RTP Notícias (Portugal) e Observador (Portugal).

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