Manifestações de estudantes do ensino médio na França ganham adesão de universitários
Mobilização em centenas de escolas reivindica mais recursos e contratação de professores
As manifestações de estudantes do ensino médio na França, que já atingiram centenas de escolas nos últimos dias, começaram a receber a adesão de universitários. Os protestos buscam melhores condições na educação pública, com destaque para a falta de professores e o pedido de financiamento mais consistente para liceus e universidades.
O movimento ganhou força durante a semana e atingiu 356 escolas na quarta-feira (30). Houve bloqueios nas ruas de Paris e cidades como Marselha e Estrasburgo, onde contêineres de lixo foram incendiados. O Ministério do Interior confirmou a detenção de mais de 600 pessoas em um único dia e dezenas de feridos entre policiais, estudantes e funcionários, levando à abertura de investigações por suspeitas de excesso policial.
Sindicatos e movimentos de estudantes classificaram a entrada das universidades nos protestos como um "ato dois" da mobilização. Eles se opõem à redução do número de vagas no ensino superior e convocaram novas jornadas de atos nas ruas. Como resposta à escalada dos bloqueios, o governo francês anunciou a criação de uma "plataforma de consulta" para tentar ouvir os estudantes.
Com informações de RFI Brasil, UOL e Terra.
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